Moçambique apresentou resultados negativos em todas as categorias principais de avaliação de democracia durante 2025, segundo relatórios internacionais recentes.
Também no Relatório Global sobre o Estado da Democracia (International IDEA), Moçambique sofreu perdas de posições em representação política, direitos civis, estado de direito, e participação política e civil.
No índice de liberdade política da Freedom House, o desempenho também piorou: Moçambique voltou a cair, situando-se no grupo de países “Parcialmente Livre”.
Fatores apontados como causas deste declínio incluem alegações de fraudes nas eleições de 2024, protestos violentos no período pós-eleitoral, repressão a críticos, corrupção generalizada, atuação do partido no poder sobre instituições do Estado, violações às liberdades de expressão e restrições à sociedade civil.
O país também ficou atrás da média regional na África Subsaariana em vários rankings, e comparativamente aos seus pares lusófonos, Moçambique revela um desempenho mais frágil em democracia, liberdade política e direitos civis.
Para mudar esse cenário, especialistas recomendam a implementação de reformas profundas para fortalecer a credibilidade dos processos eleitorais, garantir a independência do sistema judicial, assegurar transparência institucional, e proteger efetivamente os direitos civis e liberdades fundamentais.
